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Festival Sesc de Inverno 2017 terá 955 horas de programação cultural

Nesta 16ª edição, o evento celebra os 50 anos do movimento tropicalista. Confira alguns destaques da programação de artes visuais, literatura, cinema, artes cênicas e música.

O Festival Sesc de Inverno de 2017 será uma maratona de 955 horas de programação cultural, iniciando com os shows de Caetano Veloso, Tom Zé e Baby do Brasil, dia 28/7, nas unidades do Sesc Quitandinha (Petrópolis), Teresópolis e Nova Friburgo, respectivamente. Confira os destaques desta 16ª edição, que celebra os 50 anos do movimento tropicalista com o tema Tropikaos – A arte da criação, norteador de grande parte da programação. O evento se estende até o dia 6 de agosto.

Além das três atrações de abertura, o segmento Música tem entre os destaques os shows de Mano Brown, com o espetáculo do seu primeiro álbum solo “Boogie Naipe”. Ao lado do cantor Lino Krizz, o líder dos Racionais MCs apresenta no repertório canções já conhecidas dos fãs, como Mulher Elétrica, Dance Dance Dance e Amor Distante. O rapper Criolo apresenta o show “Espiral de Ilusão”, com canções do álbum homônimo que marca sua primeira incursão fonográfica no mundo do samba. Embora conhecido pelos seu rap cheio de crítica social, o artista sempre teve relação próxima com o gênero. O novo álbum traz dez sambas inéditos, nove deles autorais, compostos ao longo de toda sua carreira.

Nas artes cênicas, o Solar da Fossa, lendária pensão carioca que abrigou nomes fundamentais do tropicalismo, é pano de fundo do musical “Contra o vento – um musicaos”, do grupo Complexo Duplo. O Grupo Galpão, que está completando 35 anos de atividade, apresenta o espetáculo “Os Gigantes da Montanha”, fábula escrita pelo dramaturgo italiano Luigi Pirandello. O premiado monólogo “O Escândalo Philippe Dussaert”, estrelado por Marcus Caruso, também está entre os destaques de teatro, assim como “Universo Casuo”, espetáculo circense criado por Marcos Casuo, que atuou em “Alegria”, do Cirque du Soleil; e “Sobre Cisnes”, solo de dança inspirado em “A Morte do Cisne”, protagonizado pela célebre bailarina russa Anna Pavlova (1831-1931).

A atriz Zezé Motta participa de debate após a exibição do documentário “Cinema Novo”, do diretor Eryk Rocha, que também estará presente no evento que integra a programação de cinema do Festival. Outro destaque é a exibição seguida de debate do filme “O Rei da Vela”. Trata-se da filmagem de 1971 da peça homônima de Oswald de Andrade, censurada pela ditadura militar. Raríssimo, o filme foi lançado apenas em 1982 e digitalizado no ano passado. Participam do debate o diretor Noilton Nunes e o ator Renato Borghi. O projeto Symbiosis, da artista Roberta Carvalho, acontecerá em Nova Friburgo e Petrópolis mesclando projeções videográficas e fotográficas à vegetação do entorno das Unidades. O cineasta Walter Lima Jr. (“Menino de Engenho”, “Os desafinados”, entre outros) ministra MasterClass de direção de atores.

A programação de literatura tem entre os destaques o encontro entre Chacal, Charles Peixoto, Ronaldo Santos e Bernardo Vilhena, integrantes do “A Nuvem Cigana”, coletivo de poetas que movimentou a cultura carioca nos anos 70. Eles realizarão performances poéticas e serão homenageados com a exibição de “As Incríveis Artimanhas da Nuvem Cigana”, que retrata o movimento criado por eles. Os diretores do filme Claudio Lobato e Paola Oliveira também estarão presentes. A performer carioca Maria Rezende mistura recital de poesia, performance ao vivo e videopoemas no espetáculo multimídia “Carne de Umbigo”. Na instalação literária “Uma câmara de ecos” o público será convidado a consumir poesia de uma forma inusitada. Criada pelos poetas Omar Salomão, Suzane Queiroz e Daniel Castanheira, a instalação é formada de sarrafos de madeira e alto falantes suspensos que reproduzem declamações de poemas, gerando o efeito sonoro no ambiente. No espetáculo “Aos vivos”, o compositor e escritor Dimitri BR apresenta poemas de seu livro “Ocupa”, além de canções e videocanções próprias e em parceria com poetas contemporâneos.

Duas exposições permitirão ao público fazer uma viagem pelo tema desta edição do Festival Sesc de Inverno. Com curadoria de Heloisa Buarque de Holanda e Batman Zavareze, “Tropicália” examina a relação do movimento com a paisagem urbana e política conturbada do final dos anos 60 e início dos 70. Serão exibidos capas de álbuns, moda, cartazes, documentários, publicidade, livros, peças de teatro e imagens de televisão – tudo através de novos recursos tecnológicos como projeções e áudios imersivos. Inédita, a exposição “Tom Zé 80 anos” reúne obras gráficas, digitais e interativas que reavivam a trajetória do cantor e compositor tropicalista e ícone da Música Popular Brasileira.

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