Festival Sesc de Inverno

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Reflexão sobre a Tropicália

Consagrado como o maior evento cultural multilinguagem do país, o Festival Sesc de Inverno deste ano foi batizado de Tropikaos – A Arte da Criação, uma homenagem e uma reflexão sobre os 50 anos da Tropicália e sua influência na criação contemporânea. Para isso, o Sesc RJ selecionou os mais representativos ícones do movimento, um dos mais emblemáticos da cultura brasileira dos anos 1960, para abrir, simultaneamente, o evento nas três cidades: Baby do Brasil (Nova Friburgo), Tom Zé (Teresópolis) e Caetano Veloso (Petrópolis).

Baby do Brasil embalou o público de Nova Friburgo com seu eletrizante show Experience e Tom Zé apresentou o espetáculo Tropicália Lixo Lógico, em Teresópolis. No Teatro do Sesc Quitandinha, Caetano Veloso interpretou mais de 20 clássicos de seu repertório. Outras vozes da música brasileira também movimentaram o Festival, como o rapper Criolo, Mano Brown e Lino Krizz.

A maranhense Rita Benneditto botou o público de Teresópolis para dançar ao som de seu inovador show Tecnomacumba, de 2009, trabalho que a levou a conquistar o prêmio de Melhor Cantora na Categoria Canção Popular, no 21º Prêmio da Música Brasileira. O professor Delmo Ferreira, Presidente da Academia Teresopolitana de Letras, chamou a atenção para a natureza africana do show: “Isso seria impossível na cidade há alguns anos. Este tipo de iniciativa possibilita às pessoas participar dessa rica discussão sobre as diversas culturas”, pontuou.

Nas artes cênicas, a programação contemplou o público com apresentações teatrais. Um dos destaques foi a apresentação da peça teatral Gisberta, que conta a história real da transexual brasileira torturada e morta em Portugal, em 2006. “O espetáculo foi muito bem recebido, toca as pessoas. A importância de viajar com ele é porque estamos falando de identidade, respeito e orgulho”, afirmou o ator Luis Lobianco, após a apresentação em Nova Friburgo.

Em Teresópolis, ao final do seu monólogo O escândalo Philippe Dussaert, o ator Marcos Caruso ressaltou a importância do Festival para os artistas e para a cultura do país. “O Sesc é uma das pouquíssimas coisas que dão certo no Brasil, então, tem que ser aplaudido de manhã, à tarde e à noite”.

As crianças não ficaram de fora da programação do Festival Sesc de Inverno. Uma das opções foi o espetáculo Casa Caramujo, encenada no Sesc Quitandinha e em Nova Friburgo. Para o autor e diretor da peça, Gustavo Paso, os espetáculos infantis em festivais são importantes e acrescentou: “O Sesc RJ é um parceiro de qualidade do teatro nacional”.

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