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Cultura afro tem extensa programação no 21º Festival Sesc de Inverno; confira alguns destaques

Exposições, oficinas, teatro, cinema e show do Djonga estão entre as atrações do evento, que acontece em 16 localidades do estado.

A cultura afro é um dos destaques do 21º Festival Sesc de Inverno, que oferece uma combinação de espetáculos e apresentações em múltiplas linguagens em diversos locais do estado, desde cinema a artes visuais, passando por shows musicais e teatro, entre outros. Maior evento cultural multilinguagem do país, o festival do Sesc RJ acontece em 16 localidades até 30 de julho.

Em Nova Friburgo, o público terá a oportunidade de conferir a exposição Okará-Xirê, na qual artistas pretos abordam temas como territorialidade, ancestralidade e perspectivas futuras. As obras selecionadas revelam alianças e diálogos entre as artistas e suas heranças culturais, demonstrando sabedorias em constante movimento circular. Gratuito e livre, de 14 de julho a 1 de outubro, de terça a sábado das 9h às 21h e aos domingos das 9h às 18h, na Galeria. Em Três Rios a exposição pode ser vista na Casa de Cultura da cidade, nos mesmos dias e horários; em Teresópolis a exposição vai até o dia 30 de julho, todos os dias, na Praça Baltazar da Silveira, aberta 24h.

Também em Teresópolis é possível participar da oficina “Mediação cultural como educação antirracista”, que visa tecer diálogos sobre as ações educativas de exposições de arte com foco na atuação de professores e educadores no ensino formal por uma educação antirracista. O objetivo é apresentar as possibilidades de ações educativas de exposições nas perspectivas, abordagens, práticas e conceitos fundadas no Marco Referencial de Arte Educação do Sesc. Gratuito, 18 anos, dias 28 e 29, das 10h às 17h, na Sala Polivalente.

Outra oficina interessante é a “Xilopretura”, que será realizada em Tanguá e em Rio das Ostras, e que ressalta a força de todas as mulheres pretas, de intelectuais como Carolina Maria de Jesus a anônimas de grande importância como artistas, curandeiras, conselheiras, doulas, mães e tias, todas detentoras de saberes e histórias que precisam ser contadas. Gratuito, livre, de 22 a 23 de julho, das 15h às 18h, na Praça Robson Siqueira Nunes, em Tanguá. Depois será realizada na Praça São Pedro, em Rio das Ostras, de 29 a 30 de julho, das 15h às 18h.

Em Itaipava o festival também traz a instalação “O ofò e o jardim ancestral”, que aborda os agentes do ofò, que guardam conhecimentos sobre plantas e ervas utilizadas nas medicinas tradicionais brasileiras. Gratuito, livre, de 29 a 30 de julho, das 10 às 22h.

Na Biblioteca do CCSQ, em Petrópolis, será possível participar do seminário “Um Oceano para lavar as mãos”, que oferece experiências complexas da (na) Diáspora e vai discutir as formas rebeldes negras durante a escravidão, que incluíram propostas de subversão da ordem, entre protestos, revoltas e rebeliões. Gratuito, livre, dia 29 de julho, às 16h,

Infantojuvenil
Em Petrópolis e em Nova Friburgo, o público que gosta de artes cênicas poderá conferir de perto “A saga de Dandara e Bizum a caminho de Wakanda”, que traz diversas referências históricas da cultura negra, entre o ancestral e o futurista.  O espetáculo infantojuvenil é uma montagem inédita que narra a história de duas crianças que vivem em uma periferia do Rio de Janeiro, no ano de 2080, em um quilombo chamado Palmares, e decidem partir numa viagem sem volta com a missão de salvar o mundo. Gratuito, livre, dia 23 de julho, às 16h, no Salão Roosevelt do CCSQ. Em Nova Friburgo a apresentação será no dia 30 de julho, às 16h, no Teatro.

Audiovisual
Em Petrópolis, quem se interessa por exercício cênico tem a opção de participar da “Residência Édio Nunes – PRETÓpolis”, com o ator e diretor Édio Nunes, no qual um coletivo de artistas negros conta suas histórias pessoais, vivenciadas na cidade de Petrópolis, acompanhados de música e dança. Gratuito, livre, dia 25 de julho, às 19h, no salão Roosevelt do CCSQ.

Nova Friburgo e Petrópolis sediarão a oficina “Afrofuturismo no cinema”, ministrada pela curadora e crítica de cinema Kênia Freitas, cuja meta é pensar as estratégias de criação e invenção no cinema contemporâneo, a partir das conexões entre o conceito de afrofuturismo e o campo da ficção especulativa. Essas estratégias serão discutidas com base nos tensionamentos e inflexões do campo crítico decolonial e das pesquisas do cinema negro. Gratuito, 16 anos, dia 22 de julho, das 15h às 18h, no teatro da unidade, em Nova Friburgo. No dia 23 acontece no CCSQ, das 15h às 18h, na Torre – 5º Andar.

Em Itaipava, outra opção é “Ancestralizar como futuro”. Impulsionado pelo afrofuturismo, conectando cosmovisão com a ficção científica e a negritude em um contexto de tecnologia e projeções sobre o futuro, o BPM Mapping pretende aprofundar a conexão com as tradições ancestrais por meio do audiovisual expandido na vertente do vídeo mapping. Gratuito, livre, nos dias 29 de 30 de julho, das 19h às 24h, no Parque Itaipava.

Nova Friburgo brindará os fãs de cinema com a retrospectiva “Jeferson De – Doutor Gama + Carolina”, sessão seguida de debate com o diretor Jeferson De. Baseado na vida do advogado e escritor abolicionista Luís Gama, uma das figuras mais importantes da história brasileira. Na ocasião, será exibido também o curta-metragem “Carolina”. Gratuito, 14 anos, dia 20 de julho, às 17h, em Nova Friburgo, no teatro da unidade.

A retrospectiva Jeferson De continua em Valença com “Revolta dos malês + 7 minutos em Dakar”. No filme, escravizados muçulmanos na Bahia, em 1835, arquitetam uma rebelião contra os fazendeiros. A obra será exibida em conjunto com o curta-metragem “7 Minutos para Dakar”. Gratuito, 10 anos, no dia 19 de julho, às 19h, no Teatro.

Música e teatro
Em Itaipava as apresentações musicais também fazem parte da programação. O “Baile Black Bom – Uma celebração à Black Music de todos os tempos” propõe uma imersão no universo da black music desde os anos 70 até os dias de hoje com releituras dos principais clássicos do gênero executados ao vivo, com banda, DJs, dançarinos, interação audiovisual e um grande flash mob de corpos dançantes. Gratuito, 16 anos, no dia 29 de julho, às 16h30 no Parque de Itaipava.

Ainda em Itaipava outra opção musical é “O Dono do Lugar”, show de lançamento do mais novo disco do rapper mineiro Djonga. Com temática abordando a masculinidade preta, além do mercado da música, todas as faixas do disco figuraram nos top 200 das principais plataformas de áudio. Gratuito, 16 anos, no dia 29 de julho, às 22 horas, no Parque de Itaipava.

Perto dali, em Petrópolis, a música continua com o “Afro Divas – Vozes Negras da Música Brasileira”, que exalta a potência das mulheres negras na construção musical do Brasil. Consiste em uma apresentação artística com discotecagem, performance percussiva e projeções audiovisuais, trazendo no repertório músicas cantadas e compostas por mulheres negras, atemporais, de diversas vertentes da música brasileira como samba, rap, coco, funk, maracatu e R&B, entre outros. Gratuito, livre, dia 22 de julho, às 16h, no Lago do CCSQ.

Em Três Rios e Teresópolis acontecerão sessões do espetáculo “Grupo Baquetá apresenta bamberê”, palavra africana que remete às canções de ninar amazônicas. É um passeio por ritmos afro urbanos como funk e rap, mesclando canções com histórias e brincadeiras, todas autorais, abordando as diversidades culturais, sociais e ambientais do Brasil. As apresentações são gratuitas, livres, e acontecerão em Três Rios, no dia 29 de julho, às 15h, na Sala Multiuso 1, e em Teresópolis, no dia 30 de julho, às 16h, no Teatro.

Literatura
Para quem gosta de literatura, as opções são muitas. Em Petrópolis, Ariel Barbosa contará a história de “Ananse e o pote da sabedoria – Contos da mãe África”, no qual Nyami, o senhor dos céus, dá a Ananse a missão de recolher toda a sabedoria do mundo. Na jornada, ele descobre coisas sobre si mesmo nessa jornada. Gratuito, livre, dia 23 de julho, às 15h, no CCSQ, domingo, na Sala das Crianças.

Já em Nova Friburgo será possível acompanhar a “Contação de histórias – Negras palavras”, na qual Anamô Soares discorre sobre as vozes que nossa ancestralidade, com diferentes livros de autoras e autores negros que estarão disponíveis ao público. Ele lança mão de recursos como contação de histórias, leitura compartilhada e música nesta atividade de leitura que busca dar visibilidade às vozes afro diaspóricas. Gratuito, livre, sábados e domingos, dias 22, 23, 29 e 30 de julho, às 16h, em Nova Friburgo, no Country Clube.

Em Petrópolis, o público também poderá conferir de perto a minimaratona de contação de histórias, com o grupo Afroserra, que reúne contadores de histórias em um encontro de narrativas e apresentações diversas, para troca de experiências e saberes, que celebram a arte de contar histórias em diferentes performances. São contos da cultura afro-brasileira para crianças de todas as idades. Gratuito, livre, no dia 30 de julho, das 14h às 17h, no CCSQ, na Sala das Crianças.

Em Nova Friburgo e Teresópolis haverá apresentações do sarau “Poemas negros”, com o grupo Denegrindo, declamando poesias interativas com poemas autorais e também de autores negros consagrados. Os atores do coletivo leem e interpretam poemas ao mesmo tempo que convidam o público a participar, pegando e lendo uma das obras espalhadas pelo espaço. Gratuito, livre, dia 21 de julho, às 18h30, em Nova Friburgo, na Tenda Jardim; em Teresópolis, no dia 22 de julho, às 19h, na Biblioteca; no CCSQ, no dia 28 de julho, às 19h, na Biblioteca.

Serviço:
21º Festival Sesc de Inverno
Data: 15 a 30 de julho de 2023

Locais citados no release
Sesc Nova Friburgo: Avenida Presidente Costa e Silva, 231, Centro
Sesc Teresópolis: Avenida Delfim Moreira, 749, Várzea
CCSQ (Centro Cultural Sesc Quitandinha): Avenida Joaquim Rolla, 2
Parque de Exposições de Itaipava: Estrada União e Indústria, 10000
Teatro Sesc Rosinha de Valença: Avenida Professora Silvina Borges Graciosa, 44